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Brincando de Pilates
Depois dos adultos, o método Pilates começa a ganhar adesão das crianças; aparelhos e acessórios despertam o lúdico


Subir em árvores, brincar de pega-pega, andar de bicicleta. Brincadeiras que são a cara das crianças ficam cada vez mais raras em meio ao corre-corre da vida moderna. Perdem espaço para jogos eletrônicos e internet.

A atividade física é fundamental no crescimento, mas muitos pais não sabem como encontrar alternativas para driblar o sedentarismo dos filhos.
Técnica que alia flexibilidade e fortalecimento do corpo, o método Pilates deixa de ser atrativo apenas aos adultos e começa a conquistar os baixinhos.

Por trabalhar uma série de aparelhos diferentes e acessórios como bolas e bastões, o Pilates atrai as crianças pelo lúdico, atuando diretamente no desenvolvimento físico e emocional.

“O Pilates ajuda a criança a perceber o seu corpo, criando uma consciência corporal e evitando a ocorrência de futuras lesões”, destaca a fisioterapeuta Claudia de Marco Valsechi, que trabalha o método com crianças. Ela fez especialização no ano passado nos Estados Unidos, onde o Pilates é bastante difundido nas escolas.

O método é indicado para crianças a partir dos 5 anos. Por ser dinâmico e apresentar uma variedade de exercícios, o Pilates convida a criança a movimentar o corpo como em uma brincadeira.

“O fundamental na infância é o trabalho de coordenação motora, alongamento, postura e preparo para a fase de crescimento”, diz a fisioterapeuta.

Indicação médica

Segundo Claudia, muitos procuram o Pilates por meio de indicação médica com o objetivo de corrigir a postura e outros problemas de estrutura.

É o caso do estudante Mateus Sales, 11 anos. O médico recomendou que ele praticasse o Pilates por três meses para corrigir um desvio de postura. Ele já pratica há um ano e conseguiu excelentes resultados. “Nem penso em parar com o Pilates. Ele é a minha academia”, compara o estudante .

Conforme a Associação Brasileira de Pilates, o maior cuidado que se deve ter com as crianças é o fato delas apresentarem cartilagens de crescimento ósseo ainda abertas.

As crianças são mais predispostas a problemas se não controlado o alinhamento articular.
“O Pilates respeita as individualidades e limitações de cada um”, ressalta Claudia. “Os exercícios são adaptados e ajustados para as crianças.”

A fisioterapeuta ressalta ainda que o método também provoca reflexos emocionais.
“Os movimentos exigem concentração, controle e relaxamento”, detalha. “Isso reflete de forma positiva em crianças hiperativas, por exemplo.”

Estudante corrigiu postura

O estudante Mateus Sales, 11 anos, descobriu o método Pilates por meio de uma indicação médica. Foi orientado a praticar os exercícios por três meses para corrigir um problema sério de postura.

Um ano se passou e Mateus não abandonou o Pilates. “Estou com meu desvio de postura praticamente corrigido e não sinto mais dores nas costas.”

A mãe dele, a enfermeira Marta Sales, 41 anos, começou a praticar neste ano diante dos resultados positivos do filho. “Sofro de escoliose e sempre sentia dores nas costas. Melhorou muito, assim como minha flexibilidade.”

Mateus pratica o Pilates duas vezes por semana, em sessões de uma hora. “Nem penso em parar com o Pilates. Ele é a minha academia”, diz.

Para o estudante, o mais interessante do método é a união de alongamento e exercício físico em um único método.
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