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Fisioterapia e muito gelo: as armas para recuperar os atletas

As queixas são frequentes e bastante conhecidas. No esporte de alto nível, o papel do fisioterapeuta é fundamental para que os atletas consigam superar as dores, prevenir lesões e, caso estas aconteçam, se recuperar rapidamente e da melhor forma possível. Na seleção brasileira, a função fica a cargo de Guilherme Tenius, mais conhecido como Fiapo, e Márcio Menezes, o Marcinho.
Fiapo trabalha com Bernardinho desde 1997 e acompanhou o treinador na mudança da seleção feminina para a masculina, em 2001, além de ser um de seus homens de confiança na equipe do Rio de Janeiro na Superliga. Com o curto período de descanso dos jogadores entre o fim da temporada em seus respectivos clubes e a estreia na Liga Mundial, no dia 27 de maio, o fisioterapeuta revela alguns dos cuidados tomados no CT de Saquarema.

- Quando treinamos bloqueio, colocamos um tapete no chão para diminuir o impacto. Vi que o Giba estava cansado e falei com o Bernardo, que o deixou descansar um pouco. A prevenção é mais ou menos assim. Mas é quando o treino acaba que o meu trabalho começa. Existem algumas manobras que fazemos, os jogadores pedem para darmos uma alongadinha. Temos técnicas para prevenir ou empurrar mais para frente, pelo menos. Mas uma hora a dor vai aparecer, porque a carga de exercícios é muito grande. Peço para botarem gelo sempre porque têm seqüelas da carreira. Mesmo sem dor, gelo é importante. Alguns entraram no tonel, fizeram banho de imersão. Assim, se recuperam mais rápido do esforço que foi feito. É uma forma de evitar que uma inflamação se instale – explicou.
Apesar de o departamento médico do Aryzão estar movimentado, Fiapo garante que todos os jogadores têm condições de jogo e estão à disposição do treinador. O movimento, segundo ele, é natural após um curto período de férias.

- As queixas são crônicas. Sabemos que o ombro do Théo dói, que o Serginho operou a coluna, que o Giba torceu o tornozelo ano passado, que o Thiago Alves operou o joelho... O Bruno está com dor nos dois polegares, porque trocou de bola na Itália. Por mais bobo que pareça, faz diferença. Não tem nenhuma surpresa, mas precisamos administrar nesse início, pois ainda há resquícios de dor. É algo cíclico, parte de uma readaptação. Eles vieram de férias e ainda não conseguiram um padrão legal de treinamento, força. Mas ninguém está machucado. Todos têm totais condições de jogar.

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