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Fisioterapia Domiciliar para pessoas com Lesão Medular


Lesão Medular
A Medula Espinhal é a via de comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. É através dela que as informações que saem do cérebro chegam aos músculos e vísceras. E também através da medula que recebemos as informações de tato, calor, dor e posicionamento do nosso corpo no espaço. Portanto uma Lesão Medular pode deixar alterações da sensibilidade, da motricidade, visceral e também sexual.

Classificação
Para se classificar a causa da Lesão Medular, podemos dividir em Traumática e Não Traumática. Dentro das causas traumáticas mais comuns temos as fraturas de coluna, luxações de vértebras e a compressão medular. Lesões infecciosas, vasculares, tumorais e degenerativas se encaixam nas causas Não Traumáticas mais comuns.
 
 
A classificação de acordo com o nível da lesão é feito da seguinte forma: Acima de T1 é classificado como tetreplegia, e abaixo deste nível é classificado como paraplegia.
A Lesão Medular é Completa quando a movimentação e a sensibilidade abaixo do nível de lesão estão ausentes. Quando existe alguma motricidade ou sensibilidade abaixo do nível da lesão, esta é classificada como Incompleta.

Reabilitação na Lesão Medular
Para se atingir uma reabilitação após uma Lesão Medular é fundamental que o Fisioterapeuta vá além dos alongamentos (o trivial). O Fisioterapeuta deve orientar com relação a cuidados no posicionamento para evitar feridas (escaras), transferências da cadeira de rodas para diferentes superfícies, equilíbrio de tronco sentado, trocas posturais (rolar, sentar deitar), manobras com a cadeira de rodas, e muitas outras atividades que estiverem no dia dia de cada paciente.

Realizar ou não atividades do dia dia também depende muito do nível de lesão de cada paciente. Essas atividades geralmente seguem uma regra estipulada pelo nível:

• C4: Faz uso de cadeira de rodas motorizada; dependente para atividades de vida diária e também para as transferências; realiza ortostatismo em prancha.
• C5: Faz uso de cadeira de rodas motorizada; semi-dependente para atividades de vida diária e dependente para transferências; realiza ortostatismo em Stand.
• C6: Faz uso de cadeiras de rodas com pinos nos aros em superfícies planas; utiliza adaptações para as atividades de vida diária; semi-dependente para transferências; realiza ortostatismo em Stand.
• C7: Faz uso de cadeira de rodas com pinos (pelo menos no início do treinamento); independente com adaptações para atividades de vida diária; independente nas transferências com tábua; realiza ortostatismo em Stand.
• C8: Faz uso de cadeira de rodas; independente nas atividades de vida diária e nas transferências sem adaptações; realiza ortostatismo em Stand; dirige carro adaptado.
• T1-T10: Faz uso de cadeira de rodas; independente nas atividades de vida diária e nas transferências sem adaptações; realiza ortostatismo com órtese londa e cinto torácico; dirige carro adaptado.
• T10-T12: Realiza marcha pouco funcional com órtese longa e cinto torácico mais muletas.
• L1-L2: Realiza marcha de médias distâncias com órtese longa mais muletas.
• L3-L4: Realiza marcha funcional com auxílio de órteses mais curtas mais muletas.
• L5: Marcha possivelmente sem órteses, com o auxílio de muletas ou uma bengala em ambientes externos.

É muito importante que o Fisioterapeuta de um paciente com Lesão Medular saiba proporcionar o máximo de independência possível de acordo com seu potencial e seu nível de lesão.
 
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